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A Raça

Conheça a Raça Tabapuã e a bela história dos pioneiros de Goiás.

Características Gerais

Temperamento dócil, fácil de trabalhar. O gado Tabapuã é sadio, vigoroso, pesado e rústico. O touro e a fêmea Tabapuã possuem alta fertilidade e destacada precocidade. A fêmea Tabapuã é reconhecida também por sua excelente habilidade materna. Aparência geral: totalmente mocho comprido, com boa cobertura muscular, dorso largo e reto, tórax amplo, costelas arqueadas e compridas, ancas largas e extensas, barbela solta, orelhas médias e relativamente largas, umbigo corrigido, fronte larga nos machos e mais estreita nas fêmeas, de cor branca ou cinza.

Nos cruzamentos o Tabapuã imprime acelerado ganho de peso, comprimento, precocidade e qualidade no acabamento de carcaça. O choque pode ser realizado com sucesso com todas as raças zebuínas e européias. O bom resultado desse choque tem sido o motivo principal dos neloristas, que comercializam bezerros ou engordam para abate, eles adquirirem touros ou fêmeas Tabapuã da Onda Verde, para a realização desse choque. As filhas dos reprodutores Tabapuã com fêmeas nelore se chamam Tabanel, são mais mansas, mais férteis e produzem mais leite e peso, desmamam seus bezerros bastante pesados.

É importante ressaltar que esta raça se adapta a qualquer clima e relevo devido a sua rusticidade e facilidade de adaptação.

A Formação da Raça Tabapuã
Os Pioneiros de Goiás.

Rinaldo dos Santos, historiador renomado e autor de diversos livros entre os quais: A Geometria do Zebu, O Zebu de Ouro, A Saga do Zebu, Nelore: A Vitória Brasileira, Fundamentos da Pecuária nos Trópicos, Zebu Brasileiro – 60 Anos e Tabapuã: A Raça Brasileira, e também os historiadores Antônio da Silva Neves, Athanassof, Misson, Maldonado, Paravacini e Henrique Silva, afirmaram que desde o final do Século XIX já havia gado mocho em Goiás.

A história mais conhecida do gado mocho em Goiás começa no final do século XIX e início do século XX, quando Salviano Monteiro Guimarães chegou a Planaltina. Nesta época Salviano Monteiro Guimarães se tornou grande comerciante de gado e mercearias. Comprava novilhas e machos comuns, encontrando entre eles animais mochos de cor amarelada ou baia.

Em 1906 José Gomes Lousa fazendeiro e amigo de Salviano trouxe de Araguari – MG, três touros importados da Índia e os cedeu ao Salviano. Ele os colocou com toda sorte de gado sertanejo especialmente com as vacas mochas. Rapidamente percebeu as vantagens do Zebu acasalado com o gado curraleiro e com as mochas.

“Em 1907, o ministro da agricultura, Miguel Calmon Du Pin e Almeida resolveu estudar todas as raças que eram criadas no Brasil. Para tanto, comissionou o estudioso Henrique Silva para tratar do gado de Goiás. A matéria sobre esta região trazia o título - O habitat maravilhoso de Goiás para as espécies pecuárias e o autor afirma: conhecem- se em Goiás, desde muitos anos, seis raças ou variedades de bovinos, a saber: Pedreiro, China, Curraleiro, Caracu e Mocho”.

Henrique Silva expressa a opinião do cientista Pereira Barreto que descreve o Mocho goiano da seguinte forma: São extraordinários tipos de grandezas, de beleza, de saúde e capacidade leiteira. A vaca mocha de Goiás é o tipo ideal da perfeição.

O rebanho de Salviano naquele tempo continuava evoluindo, exibindo precocidade e bom ganho de peso, por conta disto os animais mochos quase não eram descartados. O mocho demonstrava características interessantes, era pesado, dócil e muito fértil, por este motivo por volta 1910 ele resolveu segregar um grupo mocho e iniciar uma seleção.

Seus filhos, Dãozinho e Hosanah contavam que o pai trouxera muito gado importado Guzerá e Nelore do Triângulo Mineiro, principalmente comprado de José Caetano Borges, isto de 1908 a 1915.

A todo gado mocho nascido daí em diante dava-se o nome de “Mocho Nacional”.

Em 16 de Maio de 1929 era inaugurada a Primeira Exposição de Goiás, na capital Goiás Velho. A revista Informação Goyana um dos mais importantes informativos da história Goiana da época, traz uma fotografia com a seguinte legenda: “Grupo de bovinos que figurou na Exposição Pecuária de Goiás, do expositor Dr. Gabriel de Campos Guimarães de Planaltina, filho de Salviano. É um plantel de uma nova variedade bovina, cruzamento de zebu com vaca Mocha de Goiás”.

Depois do grande sucesso em Goiás Velho o gado parou em Goiânia. Gabriel que era Deputado Federal no Rio de Janeiro, vendeu parte do gado para Lindolfo Lousa. Que por sua vez o repassou a Francisco Inácio, este vendeu o gado mocho a um fazendeiro paulista. Entre os animais estavam vários mochos, este fazendeiro presenteou a dona Isabel Lerro Ortenblad com dois bezerros mochos admirados por ela e seu esposo Charles Ortenblad. Todas as evidências apontam no sentido de que um destes bezerros seria o T-0, a base do trabalho do Tabapuã na Fazenda Água Milagrosa, que montou e oficializou a Raça.

O grande incentivo para a seleção do caráter mocho de sua propriedade de Salviano aconteceu, decisivamente, no limiar da década de 1930, quando nasceu o touro Japão, que era esfumaçado claro, com orelhas medianas, de passos largos, pescoço e ancas escuras, boa carcaça. Sua estrutura era maior do que a dos seus contemporâneos. Ele foi o pilar de todo um trabalho zootécnico que iria marcar o nome de Salviano e do seu gado na Pecuária Nacional, e que garantiria a excelência do gado Mocho Goiano. Japão estava destinado a iniciar um futuro plantel Tabapuã em Goiás. Depois deste touro e de suas progênies, muitos criadores enxergariam o gado Mocho com outros olhos.

Após o falecimento do pioneiro Salviano, o rebanho ficou por conta dos filhos Sebastião Campos Guimarães – Dãozinho e Gabriel Campos Guimarães.

Mais tarde Dãozinho e seu filho Nelinho Guimarães seguiram, sem Gabriel, na criação e aperfeiçoamento das características mochas. Não tinham intenção de construir uma raça, mas apenas formar um tipo zootécnico lucrativo que fosse também mocho, cuja rentabilidade, ambos, há muitos anos já haviam constatado.

Há muitos anos o gado puro sangue da fazenda Onda Verde, seja reprodutores ou matrizes Tabapuã vem se solidificado e se aprimorando para produzir cada vez mais animais de alta qualidade genética, com velocidade de ganho de peso e acabamento de carcaça que possam trazer lucros aos compradores.


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